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A importância do Teste do Pezinho


Entrevistado: Dr. Luiz Eduardo é formado em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas desde 1979, com especialização em Patologia Clínica pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, pelo Instituto de Micro-Imuno e Parasitologia da Escola Paulista de Medicina, entre outros títulos e participações em eventos científicos. Nesta entrevista, saiba como o Teste do Pezinho pode salvar a vida de uma criança.
 
IPC - O Teste do Pezinho é obrigatório por lei para recém-nascidos. O que torna este exame tão especial?

Luiz Eduardo - A possibilidade de diagnosticar e evitar inúmeras doenças. Mesmo quando não é possível evitar alguma enfermidade, como as doenças genéticas, tem-se a noção da existência da doença, o que oferece a oportunidade de tratar, manter os sintomas sob controle e evitar que o paciente tenha sequelas mais graves.
IPC - Qual o período ideal para a realização do Teste do Pezinho?

Luiz Eduardo - Quanto mais cedo melhor, o preconizado é de até 20 dias, mas em alguns recém-nascidos de pouco peso e debilitados, pode-se esperar um pouco mais para que a criança ganhe mais peso e não seja tão dolorosa a coleta de sangue.
IPC - Como é realizado este exame?
Luiz Eduardo - O exame consiste na análise de algumas gotas de sangue colhidas na veia da criança por um profissional especializado e dispostas em um papel filtro, não requer jejum nem preparo especial.      
IPC - Com quanto tempo sai o resultado?

Luiz Eduardo - Em apenas quinze dias úteis o resultado já está disponível no IPC - Laboratório Médico, a partir das 16h.
IPC - Quais doenças podem ser detectadas através desta avaliação neonatal?

Luiz Eduardo - Dezenas de doenças, entre elas as tiroideanas, fenilcetonúria (falha no metabolismo determinando acúmulo do aminoácido fenilalanina), fibrose cística (doença pulmonar), anemia falciforme, diabetes neonatal e outras doenças genéticas.
IPC - Quando alguma doença é diagnosticada no teste, o que os pais devem fazer?

Luiz Eduardo - A primeira providência é procurar o médico dentro da especialidade diagnosticada para que este estude o caso e faça o tratamento adequado. Quanto mais cedo procurar a solução para o problema, maiores serão as chances de recuperação sem consequências mais graves para a criança.
IPC - O que pode ocorrer quando a criança não faz o exame?

Luiz Eduardo - Se as inúmeras doenças que o teste pode revelar não forem descobertas nem tratadas a tempo, a criança vai sofrer todos os infortúnios inerentes àquelas doenças, podendo afetar seu desenvolvimento físico e mental, tendo inclusive o risco de morte. Os pais não devem, nem podem, arriscar a saúde dos seus filhos. Por isso o recomendando é sempre fazer o teste, independendo se a criança pareça saudável ou não.